segunda-feira, 23 de outubro de 2017
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Programa do V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul
Faz exactamente amanhã, dia 13 de Outubro (6ª feira da Feira de Castro) 2 anos sobre a criação da Rede de Museus Rurais do Sul. Um percurso feito de 4 colóquios, para além de muitas reuniões entre os museus fundadores que fazem deste projecto um momento importante da vida do nosso Museu. Que melhor "prenda" que a publicação do programa provisório do V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul, que terá lugar a 17 de Novembro, no Museu da Farinha, em S. Domingos, Santiago do Cacém. As inscrições (gratuitas) podem ser feitas através do mail museururalidade@gmail.com.Tendo como tema de fundo a molinologia, este será um tema que trará muitas novidades sobre esta temática, sobretudo pela investigação ainda inédita efectuada na nossa região.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Em 1966, podiam votar no concelho de Castro Verde, 30
mulheres
A década de 60 do século XX, marca um dos mais dramáticos
momentos da história da demografia do concelho de Castro Verde, em particular,
mas de Portugal em geral. Com 11 637 habitantes em 1960, Castro Verde tem 9004
em 1970. Destes, cerca de 7000 estavam em idade de poder exercer o seu direito
a voto. No entanto, os Cadernos Eleitorais de 1966 das freguesias do concelho,
mostram uma realidade completamente diferente. O concelho tinha apenas 1209
eleitores inscritos dos quais 30 (trinta!) do sexo feminino.
A Freguesia de Castro Verde tinha 653, Entradas 184, Santa
Bárbara de Padrões 142, Casével 116 e São Marcos da Atabueira 114.
Estamos no início do fim do Estado Novo, onde o direito de
cidadania era filtrado e condicionado e, sobretudo, impedido o seu acesso às
mulheres.
O artigo 10º da Lei 2015 de 28 de Maio de 1946, era claro
quanto a quem poderia votar. Cidadãos portugueses do sexo masculino que
soubessem ler e escrever era condição obrigatória e, excecionalmente, a quem
tivesse contribuições não inferiores a 100$00. As mulheres, só as emancipadas
(viúvas, divorciadas, judicialmente separadas ou que pagassem pelo menos 200$00
de contribuição predial) mas que tivessem as seguintes habilitações mínimas:
curso geral dos liceus, curso do magistério primário, curso de escolas de belas
artes; curso do Conservatório Nacional ou do Conservatório de Música do Porto
ou o Curso dos institutos comerciais e industriais.
Um leve olhar sobre os Cadernos Eleitorais de 1966,
permitiram-nos constatar que em Casével podiam votar 4 mulheres. Duas
proprietárias (com 47 e 62 anos de idade) e duas professoras (21 e 23 anos de
idade).
Em Castro Verde, podiam votar 11 mulheres: quatro
proprietárias, com 37, 47, 62, 66 anos de idade, duas funcionárias, com 21 e 40
anos, 4 professoras, com 24 (duas), 25 e 30 anos de idade, e 1 auxiliar de
limpeza, com 48 anos.
Em Entradas, podiam votar 10 mulheres: quatro domésticas, com 48, 67
(duas) e 69 anos de idade; 3 professoras, com 22 e 23 (duas) anos de idade e 4
proprietárias, com 49, 57 e 73 anos de idade.
Em Santa Bárbara de Padrões, podiam votar 3 mulheres: duas regentes
escolares, com 27 e 40 anos e uma professora com 25 anos de idade.
Em São Marcos da Atabueira, podiam votar 2 mulheres: duas regentes
escolares, com 29 e 30 anos de idade.
Hoje, todos os cidadãos maiores de 18 anos, sem excepção,
podem exercer livremente o seu exercício de voto, sem que o género, a
orientação sexual, a religião, a cor, a condição social, económica ou cultural
o impeça!
Hoje vivemos em Liberdade!
#eleiçõeslivres #estadonovo #castroverde #ruralidade #mulheres#eleiçõesnofascismo
Hoje vivemos em Liberdade!
#eleiçõeslivres #estadonovo #castroverde #ruralidade #mulheres#eleiçõesnofascismo
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
V Colóquio dos Museus Rurais do Sul
Realiza-se a 17 de novembro, no Museu da Farinha, em S. Domingos, Santiago do Cacém, o V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul. Uma viagem às questões da molinologia e onde serão apresentados alguns dos levantamentos que estão a ser feitos no âmbito dos museus da rede, para além de visitas de trabalho a uma azenha e um moinho de água. A não perder! O programa definitivo será divulgado durante a segunda semana de outubro. Mas todos os interessados poderão fazer a sua inscrição, desde já, para museururalidade@gmail.com, ou pelo telefone 286915329.
#museusruraisdosul #ruralidade #moinhos #azenhas #campobranco#molinologia
#museusruraisdosul #ruralidade #moinhos #azenhas #campobranco#molinologia
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Ida a Banhos em 1941
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Museu edita "Bailado Rural" de Rui Santana e Filipe Pilar
Doze faixas compõem este trabalho que pretende dar corpo a um dos objectivos de intervenção do Museu da Ruralidade: Valorizar a memória da ruralidade, construindo diversidade
O papel de um Museu impõe-se na forma como interage com os
seus públicos, no trabalho de interacção com a comunidade onde está integrado e
com o método utilizado nas várias abordagens ao processo museológico e
museográfico.
A relação com os potenciais públicos é, aos olhos dos nossos
dias, uma preocupação fundamental dos museus, sobretudo na procura de que o
visitante, o “utente”, o consumidor de museus seja também uma voz crítica desse
mesmo espaço e, assumindo-o ou reconhecendo-se nele, seja um dos seus
principais promotores.
O Museu, como território de construção de dúvidas e de
saberes, tem que atingir, neste tempo de contemporaneidade, a versatilidade na
actividade, a multidisciplinaridade na abordagem ao “objecto” (lato sensu) em
exposição, o fabricar de uma abordagem multicultural que seja integradora de
qualquer fenómeno social, antropológico ou cultural e, como tal, do indivíduo.
Acima de tudo, um museu tem que estar em constante diálogo com o presente para
poder responder às exigências do dia-a-dia, não perdendo o espaço de diálogo
que se exige ter numa sociedade muito centrada no indivíduo, no efémero e na
banalização do acontecimento, seja ele qual for.
É neste contexto que o Museu
da Ruralidade edita este “Bailado Rural”, um trabalho de Rui Santana e de
Filipe Pilar, uma proposta de banda sonora para o Museu e que foi apresentada
na edição do Entrudanças de 2015.
Uma conjugação de sonoridades electrónicas e
tradicionais na construção de uma ambiência que evoca o mundo rural e as suas
gentes.
1. O Moinho / 2:02
2. Natural Mundo Rural / 4:05 (Ambiente sonoro captado algures entre Castro Verde e Entradas)
3. Dia de Ceifa / 4:00
4. Descarolador / 1:01 (Som captado no interior do Museu da Ruralidade)
5. Debulhadora Fixa / 4:12
6. A Marcha / 4:05 (Participação especial dos Ganhões de Castro Verde)
7. Tarara / 1:02 (Som captado no interior do Museu da Ruralidade)
8. O Moinho e o Moleiro / 4:10
9. O Ferreiro / 4:06
10. Baila a Campaniça / 4:15 (Participação especial de José Abreu)
11. A Grande Feira / 4:12
12.O Moinho / 2:02
Miguel Rego
sexta-feira, 21 de julho de 2017
"Por Cerros e Vales" - uma viagem de Brito Camacho com Castro Verde pelo meio
"Por Cerros e Vales" é um extraordinário livro de viagens de Brito Camacho com um seu amigo, o Dr. Moura Pinto. Começando no Barlavento algarvio, o conhecido político, médico e homem de letras aljustrelense, vai até às Beiras, passando por Castro Verde, desce pelo Alto Alentejo no sentido de Lisboa, mas sem deixar de passar, de novo, pelos Campos de Ourique e por Sagres... As suas descrições da paisagem, dos sítios, dos modos de vestir e falar das gentes são verdadeiros documentos etnográficos, antropológicos e urbanísticos para um país de interior há muito a "gozar" dos mesmos males: falta de investimento, falta de gente, más infraestruturas... Na releitura deste pequeno livro, Brito Camacho conta algumas histórias extraordinárias (uma das quais hilariante sobre a promessa de chuva que lhe fez o S. Miguel, o da Capela de S. Miguel, junto ao Monte dos Gregórios") que ajudam a compreender melhor a nossa realidade social. Mas há uma referência que é uma novidade para nós, e que interessa, sobretudo, às gentes de Castro Verde. A para nós conhecida como capela de S. Sebastião, das Bicadas, dizem alguns, era no princípio do século XX conhecida por Capela de Nossa Senhora das Neves. Ele o diz. E nós o confirmámos recentemente com algumas pessoas de Almeirim.
A edição é de 1931.
A edição é de 1931.
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