A oferta de espólio ao Museu da Ruralidade não é uma realidade de todos os dias. O valor do antigo ou do que cai em desuso (e valor no mais lato sentido, que não apenas no económico) está cada vez mais vivo nas pessoas. Fotografias, documentos, objectos, equipamentos, moveis, tudo é cada vez mais uma relíquia de família que cada um quer ter para mostrar. A valorização do património e sobretudo a sua dignificação, fenómeno a que vimos assistindo de forma muito positiva de há alguns anos a esta parte, considerando a sua importância para a construção do devir da comunidade, torna cada vez menos frequente que as pessoas ofereçam "as coisas velhas" que têm em casa. Alguns também não oferecem porque querem ver no imediato as coisas expostas, sem qualquer contextualização ou lógica. No entanto, nesta experiência do Museu da Ruralidade (de quase dez anos) temos tido uma "mecenas" incansável, cujo contributo tem enriquecido extraordinariamente este Museu. A Dona Maria Manuela Figueira. Nas suas viagens entre Castro Verde e Lisboa não são raras as vezes que oferece mais algum objecto ao Museu. Desta vez trouxe a terceira (!) máquina de projectar de 8m/m, o que nos transforma numa potencial reserva da história da multimédia. Em jeito de agradecimento aqui deixamos este registo, pelo exemplo, mas sobretudo pela forma abnegada como colabora connosco e como ajuda a construir este Museu.
Esta é uma Eumig P8, Phonomatic Novo. Austríaca. Comercializada entre 1963 e 1966. A máquina está acondicionada numa caixa (original) de couro castanho, forrada a veludo verde no interior. Como acessórios tem uma bobine, um cabo de alimentação eléctrico, uma escova de limpeza da máquina e um pincel (de origem alemã) para limpeza da lente. Faz parte deste conjunto o certificado de garantia da máquina. Uma pequena relíquia para um destes dias integrar uma nova exposição do Museu da Ruralidade. Nº Provisório de Inventário 2016/06 - 2/4/16.
domingo, 3 de abril de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
I Ciclo de Conferências: Leituras a Sul
No próximo dia 7 de Abril, a partir das 14 horas, vamos falar de Arquivos na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Castro Verde. A iniciativa está a ser desenvolvida pela Dra. Armanda Salgado, no âmbito do seu trabalho com o Museu da Ruralidade e o CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades da Universidade de Évora). Neste pequeno encontro pretende-se provocar a discussão em torno de temas tão prementes como a unificação de arquivos, a salvaguarda de documentos, a digitalização e a disponibilização de documentação.
É um projecto ao qual está ligado o Museu da Ruralidade.
É um projecto ao qual está ligado o Museu da Ruralidade.
Aivados 1975 - 2016: 41 anos de memória
Realiza-se no próximo dia 23 de Abril, nos Aivados, a II Edição da evocação da recuperação das terras dos Aivados, organizada pelo Museu da Ruralidade, Núcleo dos Aivados - Aldeia Comunitária. A edição deste ano inclui, para além da caminhada Aivados - Cerro Ruivo - Aivados, uma pequena homenagem aos aivadenses já desaparecidos. Do programa faz parte um almoço convívio, a realização da II Edição do Encontro de Poetas Populares e um baile de harmónica à antiga.
O projecto da poesia popular, que o Museu da Ruralidade está a dinamizar, procura valorizar o trabalho que muitos poetas populares vão efectuando, dando corpo a uma tradição literária ancestral e que teve, até há cerca de três dezenas de anos, as folhas volantes como método de divulgação deste fazer poético de cariz popular. Unindo esforços com a Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, de Castro Verde, este projecto pretende dinamizar uma revista de carácter semestral onde se divulguem poesias, poetas e o produto do seu trabalho.
Os bailes de harmónica é outro dos projectos que o Museu da Ruralidade pretende desenvolver, procurando recuperar uma tradição praticamente desaparecida há cerca de 40 anos.
As inscrições para estas iniciativas podem ser feitas através do número de telefone 286 915 329 ou através do mail museururalidade@gmail.com.
sábado, 26 de março de 2016
viagem do grupo d'os Presépios aos Museus da Farinha e da Abela e a Miróbriga
No passado dia 23 de Março, o grupo de colaboradores do Museu da Ruralidade no projecto "O Meu Presépio", deslocou-se ao concelho de Santiago do Cacém para conhecer três projectos distintos, mas muito importantes na vida cultural daquele concelho do litoral alentejano: Museu do Trabalho Rural, na Abela, Museu da Farinha, em S. Domingos e ruínas romanas de Miróbriga, à entrada de Santiago do Cacém.
A visita para este grupo de 40 colaboradores do Museu, provenientes de S. Marcos da Atabueira, Castro Verde, Almeirim e Entradas, começou no Museu da Abela, com uma recepção efectuada pela Dra Fernanda Vale e o José Matias, responsáveis pelo Museu Rural do Trabalho. Em Miróbriga, numa visita rápida de pouco mais de meia hora, a dra. Manuela de Deus mostrou um pouco daquele conjunto extraordinário de ruínas, resquícios materiais de uma ocupação de pouco mais de 500 anos que se terá iniciado há cerca de 2000 anos. Depois de um almoço servido pela D. Fátima no Restaurante Passe e Fique, na Cova do Gato, onde há muitos anos o senhor Júlio ia carregar tijolo a uma cerâmica já encerrada, fomos ao Museu da Farinha, a S. Domingos. Recepção calorosa pelos proprietários do Museu, o Amadeu e a Clara Gonçalves, que para além da visita guiada, nos ofertaram um lanche feito pelas senhoras de S. Domingos. Pelo meio um grupo de meninos cantaram à alentejana e obrigaram as gentes de S. Marcos, Almeirim e Entradas a responder. De referir que um e outro museu fazem parte da rede informal de museus rurais do sul e que esta visita é uma das lógicas que está por detrás deste projecto: criar laços de amizade e cooperação que envolvam as comunidades onde os museus estão integrados.
Aqui ficam algumas das imagens desta jornada.
A visita para este grupo de 40 colaboradores do Museu, provenientes de S. Marcos da Atabueira, Castro Verde, Almeirim e Entradas, começou no Museu da Abela, com uma recepção efectuada pela Dra Fernanda Vale e o José Matias, responsáveis pelo Museu Rural do Trabalho. Em Miróbriga, numa visita rápida de pouco mais de meia hora, a dra. Manuela de Deus mostrou um pouco daquele conjunto extraordinário de ruínas, resquícios materiais de uma ocupação de pouco mais de 500 anos que se terá iniciado há cerca de 2000 anos. Depois de um almoço servido pela D. Fátima no Restaurante Passe e Fique, na Cova do Gato, onde há muitos anos o senhor Júlio ia carregar tijolo a uma cerâmica já encerrada, fomos ao Museu da Farinha, a S. Domingos. Recepção calorosa pelos proprietários do Museu, o Amadeu e a Clara Gonçalves, que para além da visita guiada, nos ofertaram um lanche feito pelas senhoras de S. Domingos. Pelo meio um grupo de meninos cantaram à alentejana e obrigaram as gentes de S. Marcos, Almeirim e Entradas a responder. De referir que um e outro museu fazem parte da rede informal de museus rurais do sul e que esta visita é uma das lógicas que está por detrás deste projecto: criar laços de amizade e cooperação que envolvam as comunidades onde os museus estão integrados.
Aqui ficam algumas das imagens desta jornada.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Livros da Nossa Terra
ALBINO, José Duarte
Alentejo rural:
memórias de José Duarte Albino. 1 ª ed.
[s.l]: Crédito Agrícola, 2014.
Com
a apresentação deste livro de José Duarte Albino, dá-se início a uma nova
rubrica, neste blog, intitulada
“Livros da nossa terra”.
Servindo-se
do mote “Ó Zé, conta lá”, por parte de amigos e conhecidos, José Duarte Albino,
filho do Alentejo, natural de Aljustrel, decidiu contar as suas memórias de
tempos idos, possibilitando revisitar um Alentejo marcadamente rural dos anos
50, 60 e 70 do século XX.
O
livro apresenta-se, assim, divido em duas grandes partes: “A terra” e “As
gentes: Histórias e memórias”.
Os
episódios e as pessoas que recorda com precisão e humor, as figuras típicas, o
inventário de termos e modos alentejanos, os trabalhos agrícolas e, em
concreto, a relação entre lavradores e trabalhadores, possibilitam relembrar
tempos de outrora. Aborda-se também a aplicação da lei da Reforma Agrária, o
trabalho, através do olhar do autor enquanto veterinário, e da atividade na
cooperativa Hortofrutícola do Roxo, no Sport Clube Mineiro Aljustrelense, na
Caixa de Crédito Agrícola e na Santa Casa da Misericórdia de Nossa Senhora da
Assunção de Messejana, motivos pelos quais Alentejo
Rural se apresenta como uma verdadeira monografia local.
Contador
de histórias, José Duarte Albino, guarda e valoriza o passado, perpetuando-o no
tempo.
Livro depositado no Centro de
Documentação do Núcleo da Oralidade do Museu da Ruralidade, com o número
provisório 2016/04
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Abertura do I Colóquio de Museus Rurais do Sul
Muito Bom dia a todos
Em nome do Museu da Ruralidade, da Câmara
Municipal de Castro Verde e do Grupo de Trabalho de Criação da Rede de Museus
Rurais do Sul desejo-vos um bom dia e uma boa estadia nestas terras do Campo
Branco, no I Colóquio de Museus Rurais do Sul.
Há
alguns anos a trabalhar em temáticas ligadas à Ruralidade e ao mundo rural, seja
no âmbito do desenvolvimento local, seja da museologia, temos chocado insistentemente,
e perante a procura de informação sobre os mais diversos temas da história
recente, na inexistência de conhecimento suficiente, específico e objectivo, para
a região onde nos encontramos, sobre a temática que desenvolvemos e, sobretudo,
em torno das problemáticas emergentes de âmbito rural que são a base da
sociedade do interior em que vivemos.
Na
ausência de uma memória viva que clarifique as nossas necessidades informativas,
que nos diga “o como era naquele tempo”, falta-nos de igual modo o suporte do
saber universitário “do imediato”, cuja repercussão, raramente nos chega;
falta-nos
em cada museu, ou se quisermos nestes espaços de representação museográfica, já
que o conceito de museu torna-se cada vez mais afunilado e algo
aristocratizado, uma equipa suficiente para investigar, registar, mostrar;
falta
uma política de informação e de comunicação entre museus que nos permita saber
o que cada um, mesmo a nível regional, anda ou pretende fazer de forma a criar
laços de entreajuda que sejam paliativos para tanto deficit. E se, em algumas
iniciativas recentes, como são os casos da Rede de Museus do Distrito de Beja
ou o NUOME, são preenchidas algumas lacunas particulares, sobretudo no que
concerne à comunicação e às abordagens ao património imaterial, há um problema
de fundo que é necessário resolver e que passa, sobretudo pela questão do
método de trabalho e da regularidade do trabalho realizado.
No
passado dia 16 de Outubro, simbolicamente no dia primeiro da Feira de Castro,
juntaram-se em Entradas, no espaço do Núcleo da Oralidade do Museu da
Ruralidade, sete museus da nossa região, com o objectivo de discutir a criação
de uma rede informal de museus que tem como objecto principal o mundo rural e,
sobretudo, seja um instrumento de trabalho daqueles que trabalham a memória
recente, os seus actores e as suas geografias sociais, incluindo a diáspora.
Museu da Ruralidade (Castro Verde),
Museu do Trabalho Rural da Abela (Santiago do Cacém), Núcleo Museológico de
Alcaria de Javazes (Mértola), Núcleo Rural de Ervidel (Aljustrel), Museu da
Farinha (S. Domingos - Santiago do Cacém), Museu Arqueológico e Etnográfico de
Santa Clara-a-Nova (Almodôvar) e Museu Rural de Pias (Serpa) foram o grupo
génese desta Rede de Museus Rurais do Sul cuja filosofia se pretende que assente
na
realização de encontros/colóquios/reuniões de caracter trimestral ou
quadrimestral, onde cada museu apresenta um tema em que está a trabalhar; mostra, contextualiza, descreve uma peça; apresenta uma história de vida, o
estudo de uma fotografia, a exposição que está a preparar.
Pretende-se desta forma produzir
informação, disponibilizar e fazer uma avaliação crítica da natureza dessa
mesma informação, provocar o aparecimento de projectos conjuntos entre museus
e, sobretudo, desenvolver práticas de trabalho que potenciem a criação de
exposições que possam ser utilizadas pelos vários intervenientes.
A Rede de Museus Rurais do Sul, que tem
hoje e aqui, com a realização deste Colóquio, o seu inicio, é um projecto que procurará
abranger os museus de carácter rural localizados desde o Algarve à Bacia do
Tejo e às Beiras, que a ela se queiram associar, encontrando nós nesta
geografia uma relação cultural, social e histórica, tantas vezes ignorada e
compartimentada irracionalmente, como se aos Campos de Ourique não tivessem
vindo invernar ao longo de séculos os rebanhos da Serra da Estrela, ou não
fossem os ratinhos da bêra ou os serrenhos da serra do Algarve os braços
imensos que ceifavam ciclicamente o “celeiro” de Portugal.
Mas este território de referência geográfica
ou relação identitária, não deverá ser o único objecto desta Rede. Há uma
responsabilidade social que todos nós temos perante a comunidade e que temos de
assumir: a responsabilidade de não permitir o esquecimento.
E esse não é um objecto menor para esta
rede de museus ou, se quisermos, para esta rede de museus e/ou espaços de
representação museográfica.
Todos os dias perdemos homens e mulheres
que nasceram no século XX e que viveram o século XX transportando muitas das
memórias que cristalizadas pertencem à realidade ignorada de finais do século
XIX. Todos os dias assistimos ao aniquilar de uma memória que é importantíssima
para compreender a nossa realidade e os trilhos cruzados até chegarmos aqui. A
evolução urbana dos sítios; as técnicas agrícolas pré-modernização dos anos 60;
as práticas sociais derivadas da tipologia fundiária; o papel do indivíduo na
comunidade trinitária do poder autoritário do Estado Novo; os saberes e
técnicas de cultivo, algumas das quais com mais de dois mil anos.
Todos os dias assistimos ao
desaparecimento irreversível de um mundo insubstituível e que não encontramos,
nem encontraremos, em nenhum arquivo.
Todos os dias se apaga um pouco mais da
memória de uma geração que viveu o Estado Novo, a guerra civil de Espanha, a II
guerra Mundial, a pesca do bacalhau, a emigração a salto, a guerra colonial, o
25 de abril. As ceifas de sol a sol, o trabalho duro da pesca artesanal, a vida
dupla de mineiro e ganhão, a incerteza do contrabando da sobrevivência. Memórias
que são a essência cristalina de olhares vividos, sofridos, e pouco ou nada
reflectidos por esse mesmo alguém que viveu esse “tem de ser” como se tudo aquilo
tivesse sido algo natural que lhe estivesse reservado.
Mas foi esta geração, esta mesma geração
de ganhões da eternidade, a maioria sabendo pouco mais do que fazer o seu nome,
que transformou o país naquilo que conhecemos e, sobretudo, deixou para trás o
país rural quase medieval dos anos cinquenta, e criou o espaço global como aquele
em que hoje vivemos e que está bem representado na nossa diáspora.
Esta Rede de Museus Rurais do Sul pretende
registar, valorizar e dignificar a memória das “ruralidades” do Portugal do
século XIX e XX que, de forma extraordinariamente rápida, está a desaparecer
sem que nos diga tudo aquilo que precisamos de saber sobre esses tempos de
memórias, de estórias e de História. Sem que nos traga os rostos daqueles
homens e mulheres que vão desaparecendo todos os dias e, com eles, vimos
desaparecer um passado que é a nossa raiz.
Pouco a pouco, dentro daquelas que são
as dinâmicas que cada um possa criar e das parceiras que se possam estabelecer,
pouco a pouco, dizia, a Rede de Museus pode criar, de forma pedagógica,
formativa e informativa, interventiva, diria, um catálogo das ruralidades do
Portugal do século XIX e XX. Porque estamos na comunidade, conhecemos os
actores, podemos chegar mais facilmente à fala com eles. Porque temos a
obrigação histórica, ética e social de resgatar e salvaguardar condignamente a
nossa raiz.
Mas a questão fundamental é que
necessitamos de vários olhares, de vários “sentir”, de geografias distintas
para compreendermos a amplitude das géneses. Da microtoponímia, das práticas
culturais, das técnicas de fazer, dos dizeres e dos cantares. E quantas vezes é
nos pequenos movimentos migratórios das transumâncias, nas temporadas das
ceifas, na rotatividade das festividades religiosas ou na sua hagiologia que
encontramos a explicação para o tempo longo e transversal do mundo das
ruralidades.
Chegamos a este colóquio com a perspectiva de ver
nascer um projecto envolvente e mobilizador de museus, espaços musealizáveis ou
estruturas associativas onde existam projectos em torno da valorização,
preservação e dignificação da memória, com vista a criar um espaço de reflexão
e encontro regular.
É esse o desafio que nos traz aqui hoje. O
encontro regular. É por isso que gostaríamos de sair daqui, ao final do dia,
com a certeza de que em Abril ou Maio a Rede de Museus Rurais do Sul terá o
segundo colóquio num determinado lugar.
Desde logo, posso afirmar que nos é
particularmente grato o número de participantes neste I Colóquio, para mais de
geografias tão distintas que aqui estão presentes como Alcoutim ou Portimão,
Avis ou Benavente, Grândola ou Moura. Assim como também é particularmente
importante para nós ter aqui o Minom e a Rede de Museus do Distrito de Beja,
potenciais fóruns de partilha e de colaboração num futuro próximo.
Para terminar, não queremos deixar de explicar a
fórmula encontrada para este I Colóquio. Duas sessões em que em cada uma delas
teremos a intervenção de cada um dos museus génese da Rede. Paralelamente, o
convite particular para quatro intervenções sobre temas muito específicos, mas
que dizem muito ao grupo de museus que inicia aqui este desafio e, julgamos
nós, a todos os museus cujas abordagens incidam sobre a memória recente e o
envolvimento com a comunidade onde estão inseridos. Ao Dr. Fernando António
Batista Pereira, ao Dr. Paulo Costa, ao Dr. Vitor Martelo e ao Dr. Carlos
Pedro, um muito obrigado pela disponibilidade imediata que demonstraram para
estar aqui connosco e trazerem alguns temas de particular importância para quem
procura trabalhar na área da museologia, nos dias de hoje, onde às vezes é
difícil a conjugação simétrica entre a necessidade de valorizar e dignificar a
memória da comunidade e a necessária objectividade da intervenção no espaço
museológico, enquanto estrutura de reflexo social, polo de construção de
dinâmicas culturais e referência afectiva da comunidade onde se insere.
Finalmente, um agradecimento muito particular,
porque se exige fazê-lo, ao João Branco e ao Valter Sousa, funcionários dos
Serviços Socioculturais da Câmara Municipal de Castro Verde, pela forma como se
envolveram neste projecto e conseguiram improvisar o impossível. Desde o fazer
da sessão de hoje, aos Cadernos do Museu nº 3, que hoje serão aqui apresentados
Miguel Rego
Coordenador do Museu da Ruralidade
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)







