domingo, 2 de setembro de 2018
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Declaração de Córdoba XVIII Conferência Internacional do MINOM
Declaração de Córdoba
XVIII Conferência Internacional do MINOM
A museologia que não serve para a vida, não serve para nada.
Córdoba / Argentina, 2017
Nós, integrantes do MINOM, presentes em Córdoba, Argentina, entre os dias 9 e 14 de outubro de 2017, repudiando os golpes contra a democracia, os direitos humanos e os direitos da natureza (a Pachamama, a Mãe Terra), entendidos como direitos integrais, Retomando as declarações do MINOM de Nazaré (2016), Havana (2014) e Rio de Janeiro (2013), Consideramos que: A museologia que não serve para a vida, não serve para nada;
Guardamos no corpo todas as memórias;
A museologia que praticamos envolve afetos, fraternidade, reciprocidade, amor, alegria e poesia;
A memória, para todos nós, constitui una forma deliberada de resistência, de luta contra a destruição dos modos de vida que não se enquadram em nenhuma forma de colonialismo, entre as quais se encontram o sistema capitalista, o patriarcado e outras.
A memória é, ao mesmo tempo, a afirmação dos valores humanos, da dignidade e da coesão social, colocando-se como ação propositiva de ocupação do presente e invenção de futuros;
O museu é um lugar de encontro que pode contribuir para una cultura de paz com voz e sem medo;
No mundo contemporâneo observa-se o recrudescimento e a multiplicação das formas de violência e fascismos dirigidas contra os povos indígenas, comunidades camponesas, comunidades urbanas populares, negrxs, mulheres, crianças, comunidades LGBTT, migrantes, imigrantes, refugiadxs e todas suas intersecções e transversalidades, incluindo todxs aquelxs que não se enquadram no modelo hegemônico;
Em nome do desenvolvimento, entendido como progresso baseado na exploração, as grandes corporações e o poder público (em aliança), avançam sobre os territórios destruindo a natureza e os vínculos sociais;
O constante deslocamento ou remoção forçada de populações e a falta de reconhecimento dos territórios ancestrais e da propriedade coletiva da terra, impõem modos de vida desumanizantes, que implicam a ruptura de laços e estruturas sociopolíticas, bem como a produção de mais fragmentações e vulnerabilidades sociais;
A noção hegemônica de patrimônio traz um vetor patriarcal y patrimonialista incapaz de abarcar os múltiplos sentidos e solidariedades implicados na produção e comunicação das culturas, onde estão presentes as condições para o reconhecimento de uma herança que se constrói e se comparte aqui e agora, e que pode ser denominada como fratrimônio e soromônio, integrando o natural e cultural, o material e o imaterial;
A censura das expressões culturais e artísticas ocorridas em nossos países são atos de exclusão que vão contra a filosofia e as práticas da Museologia Social;
Os museus são espaços potentes para enfrentar o racismo, a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, a xenofobia, a aporofobia, o machismo e o sexismo;
As pessoas em situação de privação de liberdade (no âmbito do marco legal) sejam crianças, jovens ou adultxs, devem ter garantidos todos os seus direitos humanos, incluídos os direitos culturais;
Todas as práticas museológicas implicam compromisso ético que deve contemplar a participação das comunidades nas decisões que envolvem o uso, a exposição, a interpretação e o destino de seus bens e manifestações culturais;
Compromissos:
- Criar a partir dos museus programas e ações concretas visando a participação ativa das comunidades na tomada de decisões sobre as ações museológicas em que estão envolvidas.
- Promover mudanças internas em nossas instituições a favor da de(s)colonização de práticas pedagógicas, bem como da formação professional e da pesquisa nos museus.
- Promover políticas públicas de descentralização em museus e espaços culturais públicos que concentram recursos e influências com o objetivo de que possam abrir portas para experiências de autogestão no âmbito da Museologia Social focada no território, em articulação com os coletivos comunitários pré-existentes.
- Propor mingas (1) , mutirões e parcerias inter museu e entre museus, visando a redistribuição e circulação de recursos, saberes e experiências.
- Gerar e propiciar espaços e encontros trans e interdisciplinares com o objetivo de dar continuidade aos debates e promover a criação de redes de Museologia Social ao nível local, nacional e regional.
- Contribuir para o fortalecimento do MINOM como movimento internacional para a nova museologia.
- Promover a prática da MuseologiaSocial em espaços hegemônicos.
- Criar ambientes, espaços e estratégias que permitam o encontro crítico para o diálogo e a construção de identidades.
- Conhecer e transformar as práticas museológicas vigentes nas instituições com e a partir dos recursos disponibilizados pela Museologia Social.
- Desenvolver programas que levem os museus para fora de seus muros e convidem as comunidades a conviver com os patrimônios que os habitam.
- Criar e desenvolver agendas educativas para visibilizar situações e realidades sociais que produzam impactos na comunidade.
- Construir filosofia de trabalho que oriente as ações do museu e de seus trabalhadores visando fortalecer os movimentos de transformação social.
- Compreender a Museologia Social como una ferramenta colocada à disposição das comunidades e favor da resistência, da visibilização e da inclusão.
- Incorporar, em nossas propostas museológicas e museográficas, bem como no trabalho de mediação, uma linguagem inclusiva no que se refere à diversidade cultural e de gênero.
- Promover o desenvolvimento de espaços que fomentem relações sociais de complementariedade, autenticidade e solidariedade.
- Construir de modo participativo uma agenda de trabalho que oriente as políticas e ações dos museus, incluindo as problemáticas, interesses e desejos das comunidades e coletivos sociais com os quais nos relacionamos.
- Gerar exposições que contemplem a tomada de decisões conjuntas entre museus, comunidades e coletivos sociais em todas suas etapas (proposta conceitual, construção narrativa, proposta museográfica, montagem e proposta pedagógica).
- Ampliar a colaboração entre museus e fortalecer o trabalho em rede visando aprimorar a formação de seus trabalhadores e examinar nossas condições e práticas trabalhistas.
- Difundir e discutir a Museologia Social em nossos espaços de trabalho.
- Finalmente, Exigimos que Santiago Maldonado nos seja devolvido vivo e exigimos também a libertação de Milagro Sala. A vida dos companheirxs apontam para a emergência de um contexto de luta que denuncia a grave situação em que vivem os povos indígenas americanos, o que implica a criminalização e a judicialização de suas reinvindicações e até mesmo de suas condições de vida, incluindo a inviabilização e a negação de que possam viver em sintonia com as suas próprias cosmovisões, onde o território é parte vital. Neste contexto, exigimos a aprovação da extensão da Lei 26.160, referente à Emergência Territorial Indígena e a revogação da Lei 26.331 do Bosque Nativo, ambas na Argentina.
Reconhecemos Paulo Freire como educador e professor de educação popular, que inspira filosofias e práticas de Museologia Social em todo o mundo. Repudiamos a intenção de um grupo da sociedade brasileira que quer revogar o título de Patrono da Educação, concedido a Paulo Freire, pelo povo brasileiro, por meio do Congresso e da lei 12.612, de 03 de abril de 2012.
Por último: NENHUMA A MENOS, VIVAS NOS QUEREMOS!
"Você têm que se despreender de sua própria imaginação para comunicá-la e transmiti-la aos outros. Assim, você poderá compartilhar a sua imaginação com os outros e os outros vão deixar algo para você também” (Noam, 7 anos. Participante ativo da XVIII Conferência Internacional do MINOM)
(1) Trata-se de uma palavra de origem “Qhichua” que reúne conceitos complexos e que implica os sentidos de mutirão, parceria, fazer junto, préstimos, cooperação, reciprocidade e assim por diante. Por tudo isso, decidimos mantê-la e incorporá-la ao vocabulário do MINOM.
Mais informações em (http://www.minom-icom.net/) e http://www.museologia- portugal.net/
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Programa do V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul
Faz exactamente amanhã, dia 13 de Outubro (6ª feira da Feira de Castro) 2 anos sobre a criação da Rede de Museus Rurais do Sul. Um percurso feito de 4 colóquios, para além de muitas reuniões entre os museus fundadores que fazem deste projecto um momento importante da vida do nosso Museu. Que melhor "prenda" que a publicação do programa provisório do V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul, que terá lugar a 17 de Novembro, no Museu da Farinha, em S. Domingos, Santiago do Cacém. As inscrições (gratuitas) podem ser feitas através do mail museururalidade@gmail.com.Tendo como tema de fundo a molinologia, este será um tema que trará muitas novidades sobre esta temática, sobretudo pela investigação ainda inédita efectuada na nossa região.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Em 1966, podiam votar no concelho de Castro Verde, 30
mulheres
A década de 60 do século XX, marca um dos mais dramáticos
momentos da história da demografia do concelho de Castro Verde, em particular,
mas de Portugal em geral. Com 11 637 habitantes em 1960, Castro Verde tem 9004
em 1970. Destes, cerca de 7000 estavam em idade de poder exercer o seu direito
a voto. No entanto, os Cadernos Eleitorais de 1966 das freguesias do concelho,
mostram uma realidade completamente diferente. O concelho tinha apenas 1209
eleitores inscritos dos quais 30 (trinta!) do sexo feminino.
A Freguesia de Castro Verde tinha 653, Entradas 184, Santa
Bárbara de Padrões 142, Casével 116 e São Marcos da Atabueira 114.
Estamos no início do fim do Estado Novo, onde o direito de
cidadania era filtrado e condicionado e, sobretudo, impedido o seu acesso às
mulheres.
O artigo 10º da Lei 2015 de 28 de Maio de 1946, era claro
quanto a quem poderia votar. Cidadãos portugueses do sexo masculino que
soubessem ler e escrever era condição obrigatória e, excecionalmente, a quem
tivesse contribuições não inferiores a 100$00. As mulheres, só as emancipadas
(viúvas, divorciadas, judicialmente separadas ou que pagassem pelo menos 200$00
de contribuição predial) mas que tivessem as seguintes habilitações mínimas:
curso geral dos liceus, curso do magistério primário, curso de escolas de belas
artes; curso do Conservatório Nacional ou do Conservatório de Música do Porto
ou o Curso dos institutos comerciais e industriais.
Um leve olhar sobre os Cadernos Eleitorais de 1966,
permitiram-nos constatar que em Casével podiam votar 4 mulheres. Duas
proprietárias (com 47 e 62 anos de idade) e duas professoras (21 e 23 anos de
idade).
Em Castro Verde, podiam votar 11 mulheres: quatro
proprietárias, com 37, 47, 62, 66 anos de idade, duas funcionárias, com 21 e 40
anos, 4 professoras, com 24 (duas), 25 e 30 anos de idade, e 1 auxiliar de
limpeza, com 48 anos.
Em Entradas, podiam votar 10 mulheres: quatro domésticas, com 48, 67
(duas) e 69 anos de idade; 3 professoras, com 22 e 23 (duas) anos de idade e 4
proprietárias, com 49, 57 e 73 anos de idade.
Em Santa Bárbara de Padrões, podiam votar 3 mulheres: duas regentes
escolares, com 27 e 40 anos e uma professora com 25 anos de idade.
Em São Marcos da Atabueira, podiam votar 2 mulheres: duas regentes
escolares, com 29 e 30 anos de idade.
Hoje, todos os cidadãos maiores de 18 anos, sem excepção,
podem exercer livremente o seu exercício de voto, sem que o género, a
orientação sexual, a religião, a cor, a condição social, económica ou cultural
o impeça!
Hoje vivemos em Liberdade!
#eleiçõeslivres #estadonovo #castroverde #ruralidade #mulheres#eleiçõesnofascismo
Hoje vivemos em Liberdade!
#eleiçõeslivres #estadonovo #castroverde #ruralidade #mulheres#eleiçõesnofascismo
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
V Colóquio dos Museus Rurais do Sul
Realiza-se a 17 de novembro, no Museu da Farinha, em S. Domingos, Santiago do Cacém, o V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul. Uma viagem às questões da molinologia e onde serão apresentados alguns dos levantamentos que estão a ser feitos no âmbito dos museus da rede, para além de visitas de trabalho a uma azenha e um moinho de água. A não perder! O programa definitivo será divulgado durante a segunda semana de outubro. Mas todos os interessados poderão fazer a sua inscrição, desde já, para museururalidade@gmail.com, ou pelo telefone 286915329.
#museusruraisdosul #ruralidade #moinhos #azenhas #campobranco#molinologia
#museusruraisdosul #ruralidade #moinhos #azenhas #campobranco#molinologia
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Ida a Banhos em 1941
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Museu edita "Bailado Rural" de Rui Santana e Filipe Pilar
Doze faixas compõem este trabalho que pretende dar corpo a um dos objectivos de intervenção do Museu da Ruralidade: Valorizar a memória da ruralidade, construindo diversidade
O papel de um Museu impõe-se na forma como interage com os
seus públicos, no trabalho de interacção com a comunidade onde está integrado e
com o método utilizado nas várias abordagens ao processo museológico e
museográfico.
A relação com os potenciais públicos é, aos olhos dos nossos
dias, uma preocupação fundamental dos museus, sobretudo na procura de que o
visitante, o “utente”, o consumidor de museus seja também uma voz crítica desse
mesmo espaço e, assumindo-o ou reconhecendo-se nele, seja um dos seus
principais promotores.
O Museu, como território de construção de dúvidas e de
saberes, tem que atingir, neste tempo de contemporaneidade, a versatilidade na
actividade, a multidisciplinaridade na abordagem ao “objecto” (lato sensu) em
exposição, o fabricar de uma abordagem multicultural que seja integradora de
qualquer fenómeno social, antropológico ou cultural e, como tal, do indivíduo.
Acima de tudo, um museu tem que estar em constante diálogo com o presente para
poder responder às exigências do dia-a-dia, não perdendo o espaço de diálogo
que se exige ter numa sociedade muito centrada no indivíduo, no efémero e na
banalização do acontecimento, seja ele qual for.
É neste contexto que o Museu
da Ruralidade edita este “Bailado Rural”, um trabalho de Rui Santana e de
Filipe Pilar, uma proposta de banda sonora para o Museu e que foi apresentada
na edição do Entrudanças de 2015.
Uma conjugação de sonoridades electrónicas e
tradicionais na construção de uma ambiência que evoca o mundo rural e as suas
gentes.
1. O Moinho / 2:02
2. Natural Mundo Rural / 4:05 (Ambiente sonoro captado algures entre Castro Verde e Entradas)
3. Dia de Ceifa / 4:00
4. Descarolador / 1:01 (Som captado no interior do Museu da Ruralidade)
5. Debulhadora Fixa / 4:12
6. A Marcha / 4:05 (Participação especial dos Ganhões de Castro Verde)
7. Tarara / 1:02 (Som captado no interior do Museu da Ruralidade)
8. O Moinho e o Moleiro / 4:10
9. O Ferreiro / 4:06
10. Baila a Campaniça / 4:15 (Participação especial de José Abreu)
11. A Grande Feira / 4:12
12.O Moinho / 2:02
Miguel Rego
sexta-feira, 21 de julho de 2017
"Por Cerros e Vales" - uma viagem de Brito Camacho com Castro Verde pelo meio
"Por Cerros e Vales" é um extraordinário livro de viagens de Brito Camacho com um seu amigo, o Dr. Moura Pinto. Começando no Barlavento algarvio, o conhecido político, médico e homem de letras aljustrelense, vai até às Beiras, passando por Castro Verde, desce pelo Alto Alentejo no sentido de Lisboa, mas sem deixar de passar, de novo, pelos Campos de Ourique e por Sagres... As suas descrições da paisagem, dos sítios, dos modos de vestir e falar das gentes são verdadeiros documentos etnográficos, antropológicos e urbanísticos para um país de interior há muito a "gozar" dos mesmos males: falta de investimento, falta de gente, más infraestruturas... Na releitura deste pequeno livro, Brito Camacho conta algumas histórias extraordinárias (uma das quais hilariante sobre a promessa de chuva que lhe fez o S. Miguel, o da Capela de S. Miguel, junto ao Monte dos Gregórios") que ajudam a compreender melhor a nossa realidade social. Mas há uma referência que é uma novidade para nós, e que interessa, sobretudo, às gentes de Castro Verde. A para nós conhecida como capela de S. Sebastião, das Bicadas, dizem alguns, era no princípio do século XX conhecida por Capela de Nossa Senhora das Neves. Ele o diz. E nós o confirmámos recentemente com algumas pessoas de Almeirim.
A edição é de 1931.
A edição é de 1931.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
III Encontro da Cátedra da Unesco, em Castro Verde
É já no dia 22 de junho, no Fórum Municipal, que se realiza em Castro Verde o III Encontro da Cátedra Unesco em Património Imaterial e saber-fazer tradicional.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Francisco Lobo: produzir cal com 10 anos...
Francisco Lobo nasceu em 1920, nas terras do Lombador (Castro Verde). Dos 11 anos aos 30/32 trabalhou nos Fornos de Cal do seu pai, João Francisco Lobo. Carregar lenha, carregar pedra, enfornar, tirar a cal do forno... Os fornos, junto à ribeira de Cobres, nos Porteirinhos, Almodôvar, são um excelente exemplo de uma arquitectura (extinta) aproveitando a orografia e os recursos. Pedra assente em barro junto a zona de água e pedra "calcária". Fazia-se cal quase todo o ano, mas aproveitava-se sobretudo o tempo quente. Estevas, loendros, juncos, toda a vegetação servia para queimar, nas quase 100 carradas de lenha que eram necessárias para fazer as duas fornalhas dos dois fornos que a família levava. Dormia-se numa cabana de mato que, quando chovia, não cobria nada. Fugia-se então para uma espécie de gruta que havia na pedreira. Na foto, Francisco Lobo (97 anos) e o seu filho Arlindo na visita que realizámos hoje, 6 de junho, numa viagem que o levou a contar histórias de há 80/70 anos. estórias...
A pedreira, junto da qual se construíram quatro fornos
1889, data de construção do maior forno do conjunto de seis da zona
entrada para o grande forno que, segundo o nosso interlocutor, só cozeu uma vez
aspecto da abóboda
imagem de conjunto e da boca do forno
Francisco Lobo (97 anos) e o seu filho Arlindo
Um dos fornos de cal e a ribeira de Cobres ao fundo
Texto e fotografias: Miguel Rego
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Posto Agrário, em Castro Verde, na Herdade da Navarra
No processo de construção do país pós-republicano, onde a técnica
e a inovação, o experimentalismo e o saber procuravam fazer esquecer o Portugal
medievo da Monarquia, o Ministério de Fomento reorganizou os Postos Agrários
(Dec.976, de 16 de outubro de 1914). Uma das principais medidas foi a criação
de novos Postos, impulsionando os ensaios agrícolas, sobretudo nas áreas da
pomicultura, fruticultura e culturas cerealíferas.
Neste âmbito, foi criado um Posto Agrário em Castro Verde,
pelo Decreto Nº 2340, de 19 de abril de 1916, sob a assinatura do Ministro
Francisco José Fernandes Costa.
Este Posto funcionou na Herdade da Navarra, com cujos
proprietários foi estabelecido um contrato de arrendamento por escritura
pública a 2 de março de 1916 [sic].
Logo nesse ano foi destinada a quantia de 800$00 para o seu
funcionamento.
No entanto, a sua vida foi curta.
A 29 de junho de 1934, o Decreto-lei 24109 extingue o Posto
Agrário de Castro Verde, assim como os de Aveiro, Guimarães e o do
Alto-Mondego. A sua liquidação ficou a cargo do Posto Agrário de Beja e a sua
liquidação ter-se-á efectuado até ao dia seguinte.
Assinavam o Decreto o Presidente da República, Óscar
Carmona, o Chefe do Governo, António de Oliveira Salazar e o Ministro da
Agricultura à época, Leovigildo Queimado Franco de Sousa.
terça-feira, 30 de maio de 2017
Mastros Populares nos polos do Museu da Ruralidade
Durante o mês de Junho vamos andar em volta da tradição dos mastros. Lombador e Aivados já começaram a preparar os seus mastros e o baile do Lombador será no dia 10 de Junho, a partir das 20 horas. Aqui, o Núcleo da Tecelagem associa-se à Associação Peixe Voador que, há vários anos, mantém viva a tradição. Nos Aivados as oficinas iniciam-se no dia 1 de Junho. Está feito o convite à participação!
quarta-feira, 3 de maio de 2017
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
IV Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul, em Mértola
Realiza-se em Mértola, no próximo dia 24 de Fevereiro, o IV Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul. Uma experiência de parceria informal entre museus de que faz parte o Museu da Ruralidade.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
II Aniversário do Polo dos Aivados - Aldeia Comunitária
Realiza-se no próximo dia 7 de Fevereiro, pelas 17 horas, na Escola Primária dos Aivados, a sessão evocativa do II aniversário do Polo dos Aivados do Museu da Ruralidade. Nesta sessão, para além da discussão em torno das temáticas a abordar na II fase do projeto, será apresentado o número 5 dos Cadernos do Museu.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Imagens da noite do Campo Branco
Um olhar para a noite do Campo Branco, pela objectiva de Dinis Cortes. Estamos no Castelo Velho do Cobres e as fotos foram tiradas no dia 24 de janeiro,
entre as 19 e as 19,40 horas. Um outro olhar sobre estes territórios da Ruralidade.
entre as 19 e as 19,40 horas. Um outro olhar sobre estes territórios da Ruralidade.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Presépio no Núcleo da Oralidade, em Entradas
Inaugurámos, no passado dia 17 de dezembro, o presépio do Núcleo da Oralidade do Museu da Ruralidade. Aqui ficam algumas imagens desse dia e o convite para que nos visitem e conheçam estes 30 metros quadrados de imagens recortadas, costuradas, tricotadas, cosidas, aproveitando trapos velhos. Um trabalho coordenado pela Ana Morais e feito com as mãos sábias do "Grupo da Meia".
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